NBA: Finais de conferências começam com Spurs apresentando as armas contra o Thunder

Após muitos meses, finalmente consigo um tempo para escrever sobre a NBA. E ela já se encontra nas finais de conferências. Meus horários profissionais já não permitem que eu assista aos jogos que passam na TV ou mesmo pela internet, mas ontem me vi obrigado a fazer um grande esforço para ficar acordado até tarde e assistir à partida que eu apostei há muito como a grande final da Conferência Oeste: Oklahoma City Thunder, de Kevin Durant, um dos maiores astros da nova geração da liga & Russell Westbrook, seu fiel escudeiro, contra o San Antonio Spurs, do já veterano Tim Duncan, e dos não menos veteranos Tony Parker, Manu Ginobili, e que ainda contam em seu grupo com a juventude  do pivô brasileiro Thiago Splitter. A 1ª contenda de uma série que tem tudo para ser decidida somente no 7º encontro aconteceu no AT&T Center, no Texas. E os Spurs não deixaram barato.

Oklahoma City Thunder 98@101 San Antonio Spurs

Os Spurs são pra mim, os favoritos ao título deste ano. Tim Duncan, apesar de já não ser mais um guri segue jogando o fino do Basket. Aos 36 anos, seu tempo em quadra caiu muito – o que é natural -, o vigor no garrafão já não é mais o mesmo, mas ainda assim, sua experiência e qualidade continuam indiscutíveis e os companheiros ainda confiam e muito nele nos momentos cruciais. Quando as pernas não respondem ao seu raciocínio, Thiago Splitter entra em seu lugar. Ontem, Duncan anotou 16 pontos e pegou 11 rebotes em 35 minutos em quadra. Nos momentos finais, quando os duelos eram resolvidos no garrafão, ele deu conta do recado ajudando o seu time a fazer 16-2 no “paint”, no quarto final. No total, San Antonio fez 50-26 só na “área pintada”. Fator preponderante para conquistar o 1º triunfo da série.

Duncan tomou conta do garrafão defensivo, mas principalmente do ofensivo.

No Thunder, Kevin Durant foi o destaque ao anotar 27 pontos/10 rebotes. Jogou muito, mas poderia ter números ainda mais superiores tivesse aproveitado sua excelente envergadura, além de seu indiscutível Basketball para vencer a forte marcação de Kawhi Leonard, mas ele preferiu apostar em seus tiros de média e longa distância.  Por outro lado, o escudeiro de Durant, Russell Westbrook, este esteve em uma “noite não”. Westbrook anotou somente 17 pontos e 5 assistências; teve um aproveitamento nos arremessos de quadra pífio (7/21), o que complicou e muito os planos dos visitantes. James Harden segue seu ótimo trabalho saindo do banco e dando sua contribuição anotando 19 pontos, quinze deles nos arremessos de três pontos (5/9); o veterano Derek Fisher, ex-Lakers contribuiu com 13 pontos em 23 minutos que esteve em quadra.

Durant deu o seu máximo! Mas sem a assessoria de Westbrook ficou difícil para ele e o Thunder.

Para a franquia de San Antonio, se Duncan esteve bem e deu muito trabalho à defesa do Thunder no garrafão, os outros grandes nomes da equipe não fizeram diferente. Tony Parker anotou 18 pontos/8 rebotes/6 assistências nos 38 minutos que esteve em quadra, mas quem chamou pra si a responsabilidade foi Manu Ginobili. O ala-armador argentino entrou em quadra pela 1ª vez na metade do 1º período. Não começou bem, mas depois se estabeleceu e passou a ditar o ritmo da equipe, mas foi a menos de um minuto do final deste período que ele apareceu de fato anotando seus primeiros pontos no duelo. Eram os dois primeiros pontos dos 26 que ele anotaria no total. Ginobili é o ponto de equilíbrio dos Spurs, o seu termômetro. Se ele estiver bem, o SAS dificilmente perde. Se ele, e mais Parker e Duncan repetirem a mesma atuação da noite de ontem na noite de amanhã, quando as duas equipes retornam ao AT&T Center para a 2ª contenda da série melhor de sete, a missão do Thunder se tornará impossível.

Enquanto isso no leste…

Boston Celtics @ Miami Heat entram em quadra daqui a pouco para o jogo 1 das finais da Conferência Leste (às 21h30min, horário de Brasília) e prometem uma batalha tão dura como poderá ser a da costa oeste. Os C’s vêm de uma vitória suada na série contra os 76ers, onde só se classificaram no sétimo cotejo. Isto pode se refletir em quadra hoje, pois o time de Massachusetts têm uma média de idade superior à da equipe da Florida. Não sei se conseguirei assistir à contenda para escrever amanhã sobre a mesma. Mas prometo me esforçar. ;)

Devils eliminam Rangers no OT, conquistam o título da Conferência Leste e decidem a Stanley Cup 2012 com os Kings

New York Rangers 2@3 New Jersey Devils (OT)

Jogando em casa, em um Prudential Center tomado por mais de 17 mil pessoas, pequena parte delas torcendo pelos Rangers devido à proximidade das duas cidades, os Devils bateram os Rangers no jogo 6 e venceram a série por 4-2 sagrando-se assim, campeões da Conferência Leste e conquistando o direito de disputar a Stanley Cup contra os Kings, de Los Angeles. Foi mais um grande duelo entre as equipes vizinhas, onde os Devils começaram dando a impressão de que matariam o jogo no tempo normal e com placar dilatado. Mas os Rangers responderam e voltaram para o jogo levando o mesmo para a prorrogação, onde New Jersey soube ser competente e aproveitou a primeira grande oportunidade para definir o cotejo. E definiu.

Foram dois períodos distintos. O 1º foi dos Devils, que apresentou as mesmas armas dos jogos anteriores: Um poder de fogo implacável e uma defesa consistente comandados respectivamente, por Ryan Carter e pelo arqueiro Martin Brodeur, veterano que também estava em um certo confronto há 18 anos entre estas mesmas equipes – conto esta história mais tarde. O 1º tento de New Jersey saiu aos 10 minutos, quando Carter aproveitou o rebote de Lundqvist e completou para o gol. O 2º veio quase quatro minutos mais tarde. Com os Devils no power play, e após linda linha de passes rápidos na zona ofensiva, Zubrus encontra livre, leve e solto, Kovalchuk, que de slap shot completa para o gol.

Kovalchuk “fuzilando” Lundqvist e fazendo a festa dos Devils.

O 2º período foi dos Rangers. Tortorella trabalhou muito mais o psicológico dos atletas do que propriamente a parte técnica e tática. Como entendo que deva ser nestes momentos, pois mudar a maneira que a equipe jogou a temporada inteira pela circunstância de um jogo apenas pode até dar resultado, mas essa é a exceção à regra. Todos sabem o que fazer e como fazer quando estão disputando uma postseason. Sendo assim, acertou em cheio o Head Coach dos Rangers. E acertou tanto que a resposta veio aos 9 minutos. Em uma saída de jogo equivocada dos Devils, os Rangers roubaram o puck com McDonagh, que luta contra a defesa de NJ, vence e passa para Fedotenko diminuir a vantagem. O 2º tento veio aos 13 minutos, Dan Girardi tenta um daqueles seus arremates da blue line que normalmente terminam nas redes adversárias, porém, desta vez, Ryan Callahan aparece para desviar o disco vencendo Brodeur e recolocando a franquia de NY na partida novamente.

Fedotenko saudado pelos companheiros após a marcação de seu tento para os Rangers.

Nos dois períodos anteriores, os Rangers dominaram as ações ofensivas e os arremates a gol. Foi um total de 27 disparos de NY contra 21 de New Jersey. O 3º foi equilibrado com as duas equipes se alternando no comando do cotejo, mas com New York de novo dominando as finalizações e com oportunidades desperdiçadas de até vencer o jogo, mas o arqueiro Brodeur era uma verdadeira muralha. Os Devils igualmente criaram, mas paravam nas ótimas defesas de Lundqvist. Sem gols, o tempo regulamentar se esgotou e a partida foi para o overtime. Detalhe: Os Rangers tiveram mais arremates (8-5).

O tempo extra mal havia começado e os Devils já haviam finalizado duas vezes com perigo. No 1º minuto do OT, a redenção. O ataque sufocante dos Devils empurrou os Rangers quase pra dentro de seu próprio gol e, após grande confusão e tentativas frustradas de finalizações e de se livrar do puck, o mesmo sobra para Adam Henrique com o gol praticamente vazio. Ele só tem o trabalho de marcar o tento e correr pra galera. Os Devils estavam na grande decisão, a final da Stanley Cup 2012.

Henrique marcando o gol da vitória dos Devils no OT e conduzindo a franquia às finais!

As estrelas do cotejo:

  1. Adam Henrique (NJD): 1 gol / 1 ponto.
  2. Ryan Callahan (NYR): 1 gol / 1 ponto.
  3. Martin Brodeur (NJD): 33/35 defesas (94,3%).

Como já citei anteriormente, os Devils voltam às finais da Stanley Cup. Eles já decidiram outras quatro em sua história. Há 18 anos, eles perderam a chance de decidir mais uma final ao serem derrotados por este mesmo Rangers no 7º jogo em 1994 e após dois OT’s. Martin Brodeur estava naquele jogo e assistiu o Hat-Trick de Mark Messier no jogo 6, por exemplo. Com 33 saves sendo oito em um 3º período dominante dos Rangers na noite de ontem, o veteraníssimo arqueiro exorcizou de vez os fantasmas daquela batalha. Confiram os highlights da partida.

Após meses de batalhas entre as 30 equipes que formam aquele que é o principal certame de Hockey no gelo do planeta, apenas duas equipes permanecem vivas. Antes de iniciar esta temporada, ninguém apostava nestas equipes como candidatas à pós-temporada, quem dirá como finalistas da liga. Mas este é o grande barato da National Hockey League. Apostar em Rangers – sim, sempre vale apostar nos Rangers, como não?! :P -, em Canucks; em Flyers; Penguins ou Red Wings é fácil. Ainda tinham os Blues, de St. Louis, de grande temporada também. Queria ver apostar nestas duas que permanecem vivíssimas na disputa, e que se classificaram para os playoffs estando pior colocadas que seus oponentes, e porque não dizer, com menor poder aquisitivo também.

Capitão Zack Parise recebendo a taça de Campeão da Conferência Leste das mãos do Comissário da NHL, Bill Daly.

Ao final desta série de batalhas sobraram apenas duas equipes guerreiras, que tem no seu poder de fogo aliado a um espírito de luta impressionante, seus grandes trunfos para erguer o maior objeto de desejo dos amantes do Hockey. Os Kings já haviam eliminado os Coyotes e aguardavam o seu adversário. E ele foi conhecido na noite de ontem, em New Jersey. Os Devils venceram os Rangers no 6º jogo da série e carimbaram o seu passaporte. Kings e Devils. De desacreditados antes da temporada a protagonistas da grande final nacional. Ambos tiveram méritos em seus respectivos caminhos até a decisão.

A decisão da Stanley Cup começa na próxima quarta-feira, neste mesmo Prudential Center, em New Jersey.

Que seja uma série fantástica. E que vença o melhor.

O Hockey agradece. E nós também. ;)

Devils vencem em New York, lideram a série de forma inédita e estão a uma vitória da decisão

New Jersey Devils 5@3 New York Rangers

Um resultado de suma importância! Jogando em território alheio, no Madison Square Garden, em New York, a equipe dos Devils bateu os Rangers e de virada assumiram a liderança na série final do leste por 3-2.  Foi um jogo equilibradíssimo, onde prevaleceu em diversos momentos do jogo, quem tinha mais força física. A franquia da cidade vizinha de NY conseguiu equilibrar na força física e ainda se fez valer do seu fortíssimo poder de fogo. Os gols foram marcados por Stephen Gionta, Patrick Elias, Travis Zajac, Ryan Carter e Zack Parise para os Devils, e Brandon Prust, Ryan Callahan e Marian Gaborik para os Rangers.

Os Devils começaram o jogo com tudo! Marcando os Rangers lá na frente, na saída de puck e impossibilitando a transição que os nova-iorquinos fazem tão bem principalmente quando atuam em casa, já que conhecem cada canto do Madison Square Garden. De certa forma surpreendente, antes mesmo dos dez minutos iniciais, os Devils já venciam por 3-0 e muitos já deram ali a partida como encerrada. Os Devils têm tido como forte característica nesta série, o fato de marcar muitos tentos nos períodos iniciais, porém, os Rangers levam vantagem quando dos dois períodos subsequentes. E era o que restava aos fãs dos Rangers: Crer nas estatísticas. O 1º período só não foi pior para os Rangers porque Prust recebeu assistência de Fedotenko e de backhand venceu Brodeur. Assim terminava o período.

Patrik Elias (26) marca um dos gols dos Devils no primeiro período.

No 2º período, os Rangers vieram do halftime com outra postura, conseguiram recuperar a velocidade na transição, ainda mais na zona neutra, e passaram a ter o domínio das ações no jogo. Os Devils mantiveram a intensidade, a concentração, e principalmente, a efetividade ofensiva, mas neste período só quem pontuou foi NY através de Callahan ao aproveitar passe de Anisimov. Eram 32 segundos do 2º período, e os Rangers davam indícios de uma clara reação. Os Devils continuavam firmes no jogo e, apesar de arrematar pouco levavam sempre muito perigo contra a meta defendida por Henrik Lundqvist. Os Rangers criaram muitas situações de gol neste período e tiveram mais que o dobro de finalizações de seu oponente (11-5), mas o período terminou com os Devils em vantagem, ainda que de um tento apenas. Os Rangers estavam vivos.

Tão vivos que, na abertura do 3º período, os Rangers foram com tudo pra cima dos Devils e marcaram logo aos 17 segundos com Gaborik, em um erro gravíssimo do arqueiro Martin Brodeur, que deixou o puck à espera de um de seus defensores muito próximo ao seu gol, porém, nenhum defensor Devil chegou, e Gaborik, que nunca havia desistido da jogada foi premiado ao concluir para o gol e contar com a “colaboração” de Brodeur, pois o disco antes de entrar ainda tocou no seu pé. Era o empate dos Azuis de NY.

Gaborik (10) comemorando seu tento com os companheiros.

Foram 15 minutos em que os Rangers pressionaram muito, criaram inúmeras oportunidades para passar a frente do placar e ainda ampliar o marcador. Foi o melhor momento dos Rangers no jogo e o pior dos Devils, que não conseguiam absolutamente nada. A defesa dos Rangers finalmente conseguia parar o ataque de New Jersey, mas New York não aproveitou seu melhor momento para retomar as rédeas do cotejo, eles até arremataram mais, mas quem marcou mesmo foram os Devils, que definiram o jogo a partir dos 5 minutos finais. Aos 15 minutos, Carter aproveita assistência de Gionta e recoloca os Devils na dianteira. E a pouco mais de 30 segundos do fim, Zack Parise aproveita o fato de os Rangers estarem “empty net” para marcar o tento que sacramentou a importante vitória de New Jersey.

As estrelas do cotejo:

  1. Ryan Carter (NJD): 1 gol / 1 ponto.
  2. Ryan Callahan (NYR): 1 gol / 1 ponto.
  3. Ruslan Fedotenko (NYR): 1 assistência / 1 ponto.

Rangers e Devils voltam a se enfrentar amanhã no 6º jogo da série, no Prudential Center, na cidade de New Jersey. Aos Rangers só a vitória interessa, ou retorna pra casa para assistir às finais da Stanley Cup pela televisão. Aos Devils, um novo triunfo os coloca na decisão nacional pela 1ª vez desde a temporada de 2003. Confiram os highlights da partida.

Kings vencem Coyotes no Arizona, conquistam a Conferência Oeste e estão na decisão da Stanley Cup

Mais uma vez preciso ser o mais sucinto possível, pois daqui a pouco começa mais um grande jogo pelas finais de conferências da National Hockey League. A decisão na costa oeste foi definida ontem à noite com um grande jogo. E logo mais temos o jogo 5 entre Rangers e Devils, um duelo equilibrado desde o seu início, e que tem tudo para ir até o sétimo cotejo.

Los Angeles Kings 4@3 Phoenix Coyotes (OT)

Em uma Jobing.com Arena completamente tomada pelos mais de 17 mil torcedores que acreditavam na reação da franquia do Arizona, os Kings voltaram a ser aquela equipe agressiva e velocíssima na transição que conhecemos e venceram os Coyotes conquistando assim, o título da Conferência Oeste e o direito de decidir a Stanley Cup 2012 contra Rangers ou Devils, que estão decidindo a costa leste. Em partida decidida somente no overtime, os gols foram marcados por Taylor Pyatt, Marc-Antoine Pouliot e Keith Yandle para os Coyotes; para os Kings marcaram Anze Kopitar, Drew Doughty, Mike Richards e Dustin Penner.

O jogo começou para os Coyotes da melhor maneira possível. Eles marcaram o 1º tento logo aos 4’20 do 1º período com Pyatt. O grande problema dos donos da casa foi que os Kings empataram ainda neste período através de Kopitar, quando os Coyotes ainda eram superiores no duelo e terminaram este período inicial com mais arremates: PHX 9-6.

Kopitar recolocando os Kings na disputa em momento crucial do primeiro período.

Os Kings voltaram para o 2º período dispostos a definir de vez a disputa. Mas os Coyotes eram valentes e jogavam de igual para igual, com a confiança de quem havia enfrentado de igual maneira os dois cotejos em território alheio tendo 50% de aproveitamento quando poderia ter sido 100% se tivesse vencido o 3º jogo da série. Phoenix voltaria à liderança do placar com Pouliot aos 6 minutos. Os Kings deixaram tudo igual aos 11 com Doughty e passaram à frente pela 1ª vez na partida quando Richards marcou aos 13 minutos. A pouco menos de 3 minutos para o final do período, os Coyotes empataram com Yandle e ficava tudo para o período derradeiro.

Yandle (3) devolve a esperança aos Coyotes anotando o tento que levou o jogo para OT.

Os Coyotes finalizaram mais no período final (16-13), mas os Kings seguiam levando muito perigo à meta de Jonathan Quick. Oportunidades não faltaram para ambos definirem a partida ainda no tempo regulamentar. Phoenix teve duas oportunidades de power play, enquanto os Kings, três. Mas ambos não obtiveram êxito e o jogo acabou mesmo no OT.

Ambas as equipes não diminuíram o ritmo no overtime, os Coyotes tiveram grande chance de seguirem vivos na série ao receber um “PP” na metade do período, mas não foram felizes. Os Kings arremataram o dobro de vezes que seu oponente (12-6), e foram premiados aos 17 minutos, quando uma vitória crucial no faceoff os colocou na zona ofensiva e, depois de um “bate-rebate”, o puck sobra para Penner arrematar e vencer Mike Smith. Festa da franquia de Los Angeles, campeões da Conferência Oeste!

Dustin Penner (25) nem sabe pra onde corre para comemorar o gol da vitória dos Kings no OT!

As estrelas do jogo:

  1. Dustin Penner (LAK): 1 gol / 1 assistência / 2 pontos.
  2. Drew Doughty (LAK): 1 gol / 1 assistência / 2 pontos.
  3. Mike Richards (LAK): 1 gol / 1 ponto.

Os Kings voltam à decisão da Stanley Cup depois de 19 anos, conforme já falei aqui. A franquia também bateu o recorde da liga ao conquistar a 12ª vitória nos últimos 14 jogos da pós-temporada; foram também os primeiros a vencerem 10 jogos em sequência fora de casa; e apenas a 2ª equipe em toda a história da liga, desde que os playoffs passaram a ter este formato, a eliminar como cabeça-de-chave número 8, as outras três equipes que ficaram mais bem colocadas na conferência ao final da temporada regular. O Calgary Flames de 2004 foi a outra equipe.

Capitão Dustin Brown recebe a taça de campeão da Conferência Oeste.

Confiram agora, os highlights da partida que colocou os Kings na final da Stanley Cup com toda a justiça.

Enquanto isso no leste…

New Jersey Devils @ New York Rangers já estão no gelo disputando o 5º jogo da série, que se encontra empatada em 2-2. Até o fechamento desta edição do AS, o placar é de Devils 3-2 em pleno Madison Square Garden, com a partida já no segundo período. Uma vitória dos Devils os coloca em vantagem na série com 3-2 e com o jogo 6 sendo disputado em New Jersey. Em caso de necessidade de um sétimo cotejo, este é em NY. Eu aposto em sete jogos para sabermos quem será o representante da costa leste no gelo, e vocês?

PS: No fim, não consegui ser sucinto, como queria. Mas quem achar que deixei de falar algo importante sobre a partida de ontem, os comentários estão aí. ;)

 

Falta de defesa de New York + sobra de ataque de New Jersey = Série final do leste empatada

Hoje o post terá de ser breve, pois daqui a pouco temos mais um jogo da rodada. Alguns pensarão que é pelo resultado da partida, em que o meu Rangers perdeu. Mas, quem me acompanha sabe que aqui não tem essa. Se meu time perde, escrevo o que vi e mais o que pensei do respectivo cotejo. Do contrário, o blog não teria a credibilidade que tem com os amantes das Ligas profissionais dos Estados Unidos. Apesar de o resultado não ter me agradado – por razões óbvias, não deixou de ser um grande jogo.

New York Rangers 1@4 New Jersey Devils

Sob o incentivo dos mais de 17 mil torcedores que lotaram o Prudential Center, em New Jersey, os Devils não tiveram dó e golearam os Rangers empatando assim, a série decisiva da costa leste em 2-2. Os gols foram marcados por Bryce Salvador, Travis Zajac e Zack Parise (2) para os donos da casa; para os visitantes, Ruslan Fedotenko anotou o único tento da franquia de NY.

O título do post resume o que foi o cotejo da noite de ontem: Faltou defesa aos Rangers. Faltou atenção; faltou sincronia; faltou imposição. Coisas que fizeram da defesa dos Rangers, uma das mais respeitadas da temporada e da pós-temporada também. Mas do outro lado havia o adversário. Nos Devils sobrou poder de fogo, algo que os adversários aprenderam a respeitar ainda na temporada regular. E o ataque de New Jersey foi impiedoso ontem não dando a menor oportunidade de reação à Henrik Lundqvist & Cia. Mas, mesmo com o ataque funcionando, os Devils terminaram dois dos três períodos em desvantagem nos arremates a gol, mas terminaram o duelo com um a mais do que os Rangers: NJ 30-29.

O 1º gol saiu aos 8 minutos com Salvador. Após uma incessante luta pelo puck na zona ofensiva, Bryce desfere um lindo slap shot para vencer Lundqvist e quase por abaixo a arena de New Jersey. Logo em seguida, aos 12 minutos, foi a vez de Zajac marcar depois da assistência de Parise e quase levar os fãs dos Devils à loucura. O 1º período terminava com esta boa vantagem dos anfitriões.

Salvador (24) comemora o tento que abriu o caminho da vitória dos Devils.

Os Rangers tentaram equilibrar as coisas no 2º período, adiantaram suas peças; arremataram de longa e média distância; mas encontraram uma defesa bem postada, mas principalmente, um Martin Brodeur (foto ao lado) em noite inspiradíssima. No 3º período, os Devils voltaram dispostos a “matar o jogo” de vez para não correrem riscos e, aproveitando o seu poder ofensivo e em situação de power play, os donos da casa ampliaram logo aos 2’41 minutos com Parise. Os Rangers conseguiram diminuir a vantagem com Fedotenko aos 14’55 e depois disso foram com tudo para buscar o resultado, mas ao ficar empty net, os visitantes ficaram consequentemente muito mais vulneráveis e, aos 18’31, Parise de novo marca e “fecha o caixão” de NY. Era a vitória que não poderia ter escapado no confronto anterior, quando os Rangers venceram e devolveram a quebra do mando de jogo. Mas a festa agora era dos Devils, que empatam a série.

As estrelas do jogo:

  1. Zack Parise (NJD): 2 gols / 1 assistência / 3 pontos.
  2. Martin Brodeur (NJD): 28/29 defesas (96,6%).
  3. Bryce Salvador (NJD): 1 gol / 1 assistência / 2 pontos.

As duas equipes retornam ao gelo amanhã, às 21h00min, horário de Brasília, para o 5º jogo da série, que está com cara de que vai até o sétimo e derradeiro cotejo para só aí descobrirmos quem será o representante do leste na decisão da Stanley Cup 2012. Confiram os highlights da partida.

Jogo de hoje

Los Angeles Kings @ Phoenix Coyotes (10h00min PM, hora local – LAK lidera por 3-1).

Coyotes vencem os Kings em LA, escapam da “varrida” e sobrevivem nas finais do oeste

Phoenix Coyotes 2@0 Los Angeles Kings

Os Coyotes conseguiram a chamada “vitória providencial” na tarde deste domingo. Em um Staples Center mais uma vez lotado, a franquia do Arizona bateu os Kings e sobreviveu na série melhor de sete partidas. O placar da série agora é de 3-1, e os Coyotes escaparam do que eu previa ser o seu fim e com a famosa e temida “varrida”. Todos os gols da vitória do Phoenix foram marcados por Shane Doan, mas de nada adiantaria seus gols não fosse a atuação destacadíssima do arqueiro Mike Smith.

Os Coyotes me surpreenderam. E tenho quase certeza de que os Kings sentiram-se assim também. Repetir a grande atuação da partida da última quinta-feira – quando mesmo assim foram derrotados – parecia algo um tanto difícil de acontecer e de novo na Califórnia diante dos fãs dos Kings. Pois os Coyotes jogaram demais! Eles simplesmente conseguiram fazer algo que até aqui, ninguém havia sequer chegado perto de realizar: Tiraram a velocidade de LA. Os Coyotes adiantaram as suas linhas e pressionaram os Kings na saída de jogo, lá na frente, o que fez com que a zona neutra dos Kings simplesmente não funcionasse. Sim, pois este é o grande segredo dos Kings. Nenhuma outra equipe da liga nesta temporada foi/é tão veloz na troca de passes em transição do que eles. Sem a velocidade espantosa que possuem neste quesito, e sucumbindo ao jogo extremamente físico imposto por Phoenix, principalmente quando o puck caía pelas laterais, os Kings se tornaram previsíveis.

Previsíveis sim, mas não entregues no jogo. Os Kings deram trabalho aos Coyotes mesmo sem conseguir jogar o seu Hockey. Em muitos momentos, os donos da casa levaram perigo à meta de Smith e não fosse a grande atuação do mesmo, a partida poderia sim tomar outro rumo, e até terminar com um resultado diferente, mas o arqueiro dos Coyotes estava inspirado e muito atento, o que fez com que os visitantes ficassem ainda mais confiantes parecendo multiplicar-se no gelo para combater os Kings. O 1º tento saiu aos 14 minutos do primeiro período e com os Coyotes no power play. Depois de um erro de passe do arqueiro Jonathan Quick, o puck sobrou para Doan arrematar forte e vencer o arqueiro.

Doan (19) disparando para marcar o primeiro dele e dos Coyotes no jogo.

No 2º período veio o segundo tento dos visitantes. Aos 11 minutos, a vitória de Vermette no faceoff fez com que o puck sobrasse para Doan, que de snap shot vence Quick. O “disco” saiu tão forte de seu stick, que o mesmo bateu em uma das hastes atrás do gol e voltou. Isso passou a impressão em tempo real de não ter sido gol, e essa impressão deve ter sido a mesma pra quem assistia à partida “in loco”. Mas o gol foi legítimo e confirmado pelos árbitros. Os Kings sentiram o golpe, pois era um momento do jogo em que eles estavam começando a querer impor o seu estilo e imprimiam até certa velocidade, mas este tento sofrido tornou as coisas um tanto complicadas no jogo.

Doan é cumprimentado por Ekman-Larksson após o segundo gol dele para Phoenix.

O período derradeiro foi de muito trabalho para os Coyotes. Eles tiveram de se desdobrar e muito para segurar o placar. Um gol dos Kings e tudo poderia “ir por água abaixo”, pois é um time de muito talento e que costuma não desperdiçar as chances de definir o jogo. Eles até chegaram a romper uma das fortes barreiras impostas pelos Coyotes: A sua linha defensiva. Porém, a última das barreiras estava impossível de ultrapassar, pelo menos na tarde de hoje. Poderia ter um período mais e, a impressão que se tinha era a de que o puck não passaria por ele em hipótese alguma. O nome desta tal “última barreira”: Mike Smith.

Smith fez de tudo para parar o forte ataque dos Kings. Pelo menos nesta tarde conseguiu. Shutout pra ele! :)

As estrelas do cotejo:

  1. Shane Doan (PHX): 2 gols / 2 pontos.
  2. Mike Smith (PHX): 36/36 defesas (100%).
  3. Trevor Lewis (LAK).

O shutout de Smith foi fundamental na vitória dos Coyotes. Os Kings não repetiram as grandes partidas que já vimos nesta postseason e na temporada regular. Ainda assim criaram oportunidades; arremataram; e mesmo sem uma grande atuação poderiam ter vencido, mas os Coyotes parecem – vejam bem: Parecem – ter encontrado o antídoto para a maior “dor-de-cabeça” dos oponentes de LA. Tirar a velocidade de um time de Hockey é meio caminho andado para vencê-lo. Os Bruins foram campeões em cima dos Canucks no ano passado fazendo o mesmo. Os Kings são extremamente dependentes da sua velocidade e rapidez e, sem ela se tornam tão ou mais previsíveis do que qualquer time da liga. Previsíveis se tornam vulneráveis. Vulneráveis perdem partidas. Perder partidas importantes assim pode custar uma temporada. Os Coyotes acreditam nisso. Passaram a crer que sim, que é possível. Os Kings ainda estão na liderança da série. 3-1 é uma vantagem considerável, mas um novo revés na Jobing.com Arena, quando a série volta ao Arizona na próxima terça-feira pode tornar a série um pouco mais… Emocionante. Confiram os highlights da partida.

Jogo de amanhã (segunda-feira)

New York Rangers @ New Jersey Devils (às 21:00, horário de Brasília. Ao vivo na ESPN).

 

Lundqvist garante o “0” e os Rangers voltam a liderar a série goleando os Devils em New Jersey

New York Rangers 3@0 New Jersey Devils

Os Rangers mostraram a sua força e do que são capazes de fazer ainda nesta temporada. Conquistaram um importante resultado ao bater os Devils em New Jersey. Jogando em um Prudential Center completamente lotado, com mais de 17 mil pessoas, a franquia de New York jogou com firmeza e aplicou uma goleada nos Devils. Os gols foram marcados por Dan Girardi, Chris Kreider e Ryan Callahan. Ao contrário do que se pode imaginar olhando somente o placar, o jogo foi duro, disputado, muito físico, onde a melhor qualidade do conjunto, mas principalmente, o diferencial do arqueiro Henrik Lundqvist, prevaleceu ao final do duelo.

Os dois primeiros períodos terminaram sem gols, mas com os donos da casa sufocando os Rangers em sua própria zona dificultando a saída de puck e, consequentemente, a troca rápida de passes na transição, características que ao longo da temporada marcaram a bela campanha dos Rangers e o trabalho do Head Coach John Tortorella. O time de NY teve trabalho para manter-se sereno o suficiente para segurar o ímpeto de New Jersey, que na base do sufoco, da sua qualidade ofensiva, mas principalmente da força de sua torcida, partia com tudo pra cima buscando o triunfo que lhe daria a liderança inédita nesta série.

Rangers @ Devils tiveram momentos de jogo extremamente físico.

No 1º período, os Devils dominaram as ações e forçaram o arqueiro Henrik Lundqvist a muitas defesas importantes e, sobretudo, arrojadas. A franquia de New York conseguiu, neste período, somente cinco disparos contra a meta de Martin Brodeur, outro grande arqueiro e que defende os Devils, que disparou mais que o dobro de seu oponente (11), mas que não conseguiu concretizar em gols. Ambos tiveram em situação de power play uma vez cada, mas igualmente sem sucesso.

No 2º período, pouco ou quase nada mudou em relação ao inicial. Os Devils eram valentes, apostavam no seu poder de fogo e empurrados pela torcida iam com tudo em direção à meta defendida por Lundqvist, que continuava trabalhando muito bem e passando tranquilidade aos companheiros, principalmente para que jovens como Chris Kreider não tremessem diante de uma adversidade como esta. Os Devils dispararam 15 vezes contra 9 dos Rangers, mas o mais importante, o objetivo maior do jogo, este New Jersey não conseguia. E assim terminou o período.

Lundqvist trabalhando duro para segurar o ataque dos Devils.

Tanta insistência, tanta procura pelo gol da parte de New Jersey, mas sem obter o esperado êxito, só podia mesmo acabar em penitência. A dos Devils que viria “a galope”, “chegou de avião”. Aos 3 minutos, e depois de ficar no power play após Hooking de Bryce Salvador, eis que Dan Girardi aparece para marcar de snap shot depois de receber passe de Brad Richards. O Prudential Center só não ficou calado porque muitos “New York Fanatics” estavam no recinto.

Girardi (5) saudado pelos companheiros após marcar o gol que rompeu a barreira dos Devils.

Os Devils acusaram o golpe. E contra uma equipe como a dos Rangers, que não costuma perdoar os momentâneos abalos de seus oponentes, isso é morte certa. Os anfitriões mal tiveram tempo de assimilar o duro golpe sofrido, e apenas dois minutos mais tarde, depois de uma tentativa de arremate desferida por McDonagh, Chris Kreider apenas desvia o puck para vencer o ótimo Brodeur e ampliar a vantagem nova-iorquina.

Kreider vai pra galera depois de vencer Brodeur e ampliar vantagem de NY!

Daí até o final, os Devils tentaram de tudo para diminuir a vantagem dos Rangers e retornar para o jogo forçando ao menos o overtime, mas o excelente trabalho defensivo realizado por New York, e sob a batuta de Lundqvist, não permitiu mais nada aos donos da casa. Os mesmos chegaram a ficar “empty net” a pouco mais de dois minutos do final de jogo, mas tudo o que conseguiram foi levar mais um tento, este marcado por Ryan Callahan, após assistência de Boyle.

Ryan “Dirty Harry” Callahan fecha o caixão dos Devils! :P

As estrelas da partida foram:

  1. Henrik Lundqvist (NYR): 36/36 defesas (100%). Falar de Lundqvist nesta temporada virou “chover no molhado”. Tal como no jogo 1 desta série, ele foi o grande nome da equipe. E é sem sombra de dúvidas, um dos grandes nomes desta postseason senão o maior. Lundqvist conseguiu mais um “shutout”, o 6º em playoffs na carreira. De suas 36 defesas, 26 delas ocorreram nos dois primeiros períodos, onde ele teve de trabalhar duro para garantir o “0” no lado dos Rangers.
  2. Dan Girardi (NYR): 1 gol / 1 ponto.
  3. Martin Brodeur (NJD): 19/22 defesas (90,5%).

Henrik Lundqvist mais uma vez perfeito! Mais um “shutout” em playoffs, e uma atuação de gala! É a “Pedra Fundamental” da equipe para retomar a hegemonia do Hockey para NYC! ;)

O jogo 4 da série final do leste está marcado para a próxima segunda-feira, neste mesmo Prudential Center, às 21h00min, horário de Brasília. Confiram os highlights da partida.

Jogo de amanhã (domingo)

Phoenix Coyotes @ Los Angeles Kings (Jogo 4 / LAK lidera por 3-0) - Às 16h00min, horário de Brasília, com transmissão ao vivo pela ESPN.