NBA: Finais de conferências começam com Spurs apresentando as armas contra o Thunder

Após muitos meses, finalmente consigo um tempo para escrever sobre a NBA. E ela já se encontra nas finais de conferências. Meus horários profissionais já não permitem que eu assista aos jogos que passam na TV ou mesmo pela internet, mas ontem me vi obrigado a fazer um grande esforço para ficar acordado até tarde e assistir à partida que eu apostei há muito como a grande final da Conferência Oeste: Oklahoma City Thunder, de Kevin Durant, um dos maiores astros da nova geração da liga & Russell Westbrook, seu fiel escudeiro, contra o San Antonio Spurs, do já veterano Tim Duncan, e dos não menos veteranos Tony Parker, Manu Ginobili, e que ainda contam em seu grupo com a juventude do pivô brasileiro Thiago Splitter. A 1ª contenda de uma série que tem tudo para ser decidida somente no 7º encontro aconteceu no AT&T Center, no Texas. E os Spurs não deixaram barato.
Oklahoma City Thunder 98@101 San Antonio Spurs

Os Spurs são pra mim, os favoritos ao título deste ano. Tim Duncan, apesar de já não ser mais um guri segue jogando o fino do Basket. Aos 36 anos, seu tempo em quadra caiu muito – o que é natural -, o vigor no garrafão já não é mais o mesmo, mas ainda assim, sua experiência e qualidade continuam indiscutíveis e os companheiros ainda confiam e muito nele nos momentos cruciais. Quando as pernas não respondem ao seu raciocínio, Thiago Splitter entra em seu lugar. Ontem, Duncan anotou 16 pontos e pegou 11 rebotes em 35 minutos em quadra. Nos momentos finais, quando os duelos eram resolvidos no garrafão, ele deu conta do recado ajudando o seu time a fazer 16-2 no “paint”, no quarto final. No total, San Antonio fez 50-26 só na “área pintada”. Fator preponderante para conquistar o 1º triunfo da série.

Duncan tomou conta do garrafão defensivo, mas principalmente do ofensivo.
No Thunder, Kevin Durant foi o destaque ao anotar 27 pontos/10 rebotes. Jogou muito, mas poderia ter números ainda mais superiores tivesse aproveitado sua excelente envergadura, além de seu indiscutível Basketball para vencer a forte marcação de Kawhi Leonard, mas ele preferiu apostar em seus tiros de média e longa distância. Por outro lado, o escudeiro de Durant, Russell Westbrook, este esteve em uma “noite não”. Westbrook anotou somente 17 pontos e 5 assistências; teve um aproveitamento nos arremessos de quadra pífio (7/21), o que complicou e muito os planos dos visitantes. James Harden segue seu ótimo trabalho saindo do banco e dando sua contribuição anotando 19 pontos, quinze deles nos arremessos de três pontos (5/9); o veterano Derek Fisher, ex-Lakers contribuiu com 13 pontos em 23 minutos que esteve em quadra.

Durant deu o seu máximo! Mas sem a assessoria de Westbrook ficou difícil para ele e o Thunder.
Para a franquia de San Antonio, se Duncan esteve bem e deu muito trabalho à defesa do Thunder no garrafão, os outros grandes nomes da equipe não fizeram diferente. Tony Parker anotou 18 pontos/8 rebotes/6 assistências nos 38 minutos que esteve em quadra, mas quem chamou pra si a responsabilidade foi Manu Ginobili. O ala-armador argentino entrou em quadra pela 1ª vez na metade do 1º período. Não começou bem, mas depois se estabeleceu e passou a ditar o ritmo da equipe, mas foi a menos de um minuto do final deste período que ele apareceu de fato anotando seus primeiros pontos no duelo. Eram os dois primeiros pontos dos 26 que ele anotaria no total. Ginobili é o ponto de equilíbrio dos Spurs, o seu termômetro. Se ele estiver bem, o SAS dificilmente perde. Se ele, e mais Parker e Duncan repetirem a mesma atuação da noite de ontem na noite de amanhã, quando as duas equipes retornam ao AT&T Center para a 2ª contenda da série melhor de sete, a missão do Thunder se tornará impossível.

Enquanto isso no leste…
Boston Celtics @ Miami Heat entram em quadra daqui a pouco para o jogo 1 das finais da Conferência Leste (às 21h30min, horário de Brasília) e prometem uma batalha tão dura como poderá ser a da costa oeste. Os C’s vêm de uma vitória suada na série contra os 76ers, onde só se classificaram no sétimo cotejo. Isto pode se refletir em quadra hoje, pois o time de Massachusetts têm uma média de idade superior à da equipe da Florida. Não sei se conseguirei assistir à contenda para escrever amanhã sobre a mesma. Mas prometo me esforçar.



New York Rangers 2@3 New Jersey Devils (OT)











Los Angeles Kings 4@3 Phoenix Coyotes (OT)







Os Rangers tentaram equilibrar as coisas no 2º período, adiantaram suas peças; arremataram de longa e média distância; mas encontraram uma defesa bem postada, mas principalmente, um Martin Brodeur (foto ao lado) em noite inspiradíssima. No 3º período, os Devils voltaram dispostos a “matar o jogo” de vez para não correrem riscos e, aproveitando o seu poder ofensivo e em situação de power play, os donos da casa ampliaram logo aos 2’41 minutos com Parise. Os Rangers conseguiram diminuir a vantagem com Fedotenko aos 14’55 e depois disso foram com tudo para buscar o resultado, mas ao ficar empty net, os visitantes ficaram consequentemente muito mais vulneráveis e, aos 18’31, Parise de novo marca e “fecha o caixão” de NY. Era a vitória que não poderia ter escapado no confronto anterior, quando os Rangers venceram e devolveram a quebra do mando de jogo. Mas a festa agora era dos Devils, que empatam a série.










